Uma Ligação Comum – Um grupo de apoio para actuais e ex-Testemunhas de Jeová GLBTQ

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Uma Ligação Comum

A rede Uma Ligação Comum “ataca” as Testemunhas de Jeová?

A perspectiva de quem está por dentro

Tal como seria de esperar, este site não é visto de modo favorável pela religião das Testemunhas de Jeová (TJ). Os seus membros são ensinados a pensar que a homossexualidade é “um pecado”, “uma abominação”, “algo detestável”, e muitas outras e diversas palavras associadas com o mal. Estes ensinamentos baseiam-se em determinados textos bíblicos que, no entender das TJ, condenam a homossexualidade. Os membros da religião que têm relações com pessoas do mesmo sexo acabam muito frequentemente por ser desassociados, o que leva a que essas TJ homossexuais acabem por ser ostracizadas pelo restante da sua comunidade religiosa. Algumas TJ chegam a afirmar (e até mesmo a acreditar de facto) que não há pessoas homossexuais no seio da organização. Ocasionalmente, o administrador deste site tem recebido correspondência por parte de TJ activas a condenar a nossa actividade. Em alguns casos, TJ sinceras e bem-intencionadas têm-nos encorajado a “arrepender-nos” e a regressar à congregação para futura readmissão. Outras não são tão bondosas. A associação Uma Ligação Comum (ULC) é vista por algumas TJ como uma ameaça à sua organização religiosa. Temos sido acusados de nos infiltrarmos nas suas assembleias, para tentarmos “recrutar” membros para o “estilo de vida gay”. Em algumas assembleias, fizeram-se declarações a pedir que se tenha “cuidado com os apóstatas homossexuais” presentes no seu meio. A organização Torre de Vigia é conhecida por perpetuar o mito de que os homossexuais são predadores, equiparando-os a pedófilos.

Na verdade, não é nem nunca foi missão da ULC enveredar por esse tipo de actividades clandestinas em assembleias das TJ. De quando em vez, alguns dos nossos capítulos locais têm dado a conhecer a existência da ULC às TJ, mas sempre à distância – nunca numa atitude de desafio, frente-a-frente. Por exemplo, o capítulo da ULC em São Francisco, na Califórnia, realizou manifestações durante vários anos no outro lado da rua onde as assembleias de distrito das TJ decorriam no Cow Palace, unicamente para tentar dizer aos membros gay no seu meio que podiam contar com o nosso apoio. Escolhemos não ficar no mesmo lado da rua para evitar criar uma situação de desconforto para as TJ que tinham vindo participar na assembleia, e também para que não fôssemos acusados de “recrutamento”. Sempre foi política da ULC mostrarmo-nos disponíveis para dar apoio, sem nunca deixar de respeitar a liberdade de escolha individual, a privacidade e o anonimato dos interessados, e sem recorrer a métodos agressivos de angariação de membros. Muito embora sempre tenhamos sido (e tentemos ser) claros neste aspecto, e porque a Torre de Vigia decidiu considerar os membros da ULC como pecadores e apóstatas, é de esperar que as TJ activas nos encarem negativamente e pensem o pior de nós. O simples facto de já não sermos membros da organização automaticamente faz de nós, a bem dizer, “opositores” aos olhos de grande parte das TJ, embora nós salientemos sempre que o objectivo da nossa rede é dar apoio, não fazer oposição.

“Alguns dos vossos membros odeiam as TJ!”

ULCA ULC reconhece a diversidade de experiências dos indivíduos que deixam a organização das TJ

Não há como negar que, devido à nossa orientação sexual, vários membros da ULC tiveram experiências negativas quando eram TJ. Alguns exprimem a sua opinião de modo mais intenso que outros. Eles não representam o pensamento da ULC como um todo, mas, ao mesmo tempo, não os impedimos de partilharem as suas experiências. Há uma razão para tal. Sendo igualmente verdade que se verificam casos de excomunhão e rejeição em algumas outras religiões, a frequência e o modo como as reprovações e as desassociações se processam no seio das TJ não têm precedentes. Quando alguém é expulso (ou escolhe dissociar-se), os membros activos das TJ têm o dever de rejeitá-lo. Este ostracismo tem por objectivo levar essa pessoa a sentir culpa e arrependimento de modo a regressar à organização. Não raro, esse procedimento acaba por ter o efeito oposto ao esperado. Dado que as TJ desencorajam a associação com pessoas “do mundo”, quando um indivíduo é expulso ou sai por vontade própria, ele deixa para trás, não só o seu sistema de crenças religiosas, mas também o único círculo de pessoas que ele alguma vez pôde ter por “amigos”. Este abandono desencadeia um processo de luto, não muito diferente daquele que se sente quando um ente querido nosso morre. As TJ que são expulsas sofrem com a perda de todas as pessoas que alguma vez conheceram, incluindo, em muitos casos, as suas próprias famílias. Parte deste processo de luto inclui um período de raiva. Experimentar e lidar com esta raiva é saudável, e, desde que a pessoa esteja simultaneamente a receber apoio, o desfecho será a aceitação. Quando algum dos membros da ULC exprime a raiva que sente com a Torre de Vigia, temos consciência de que esta é uma fase necessária pela qual muitas antigas TJ passam para poderem encarar a situação de modo mais saudável e fazerem as pazes consigo mesmos e com as circunstâncias. Nem todos os membros da ULC tiveram experiências negativas durante o seu percurso como TJ. Com efeito, alguns relatam experiências muito agradáveis enquanto TJ, e até afirmam terem conseguido manter contacto amigável e regular com as suas famílias e/ou amigos ainda na organização apesar de terem assumido a sua homossexualidade. Esses indivíduos muitas vezes sentem-se desconfortáveis com a raiva e a ira expressas por outras pessoas, e por isso acusam a ULC de sancionarem os seus “ataques” à organização. A ULC reconhece a diversidade de experiências dos indivíduos que deixam a organização das TJ, e apesar de nós, como grupo, não termos uma política oficial de “ataque às TJ”, nós de facto reconhecemos a necessidade que algumas pessoas possam ter de exprimir a sua raiva, desde que o façam de uma maneira saudável, com o objectivo de por fim chegarem à aceitação.

Porque algumas ex-Testemunhas pensam que somos “opositores”

Ao longo dos anos, temos recebido correspondência por parte de algumas antigas TJ que apontaram o dedo à ULC para acusá-la de promover “ataques” à organização, chegando a sentir essa suposta hostilidade neste site. Não existe uma única resposta a dar a essa percepção, e muito depende da interpretação individual que cada pessoa faz daquilo que leu aqui ou presenciou junto de membros da ULC. Tal como referido acima, temos alguns membros cuja experiência como TJ não foi negativa e que também não passaram pelo mesmo nível de ostracismo que outros têm que suportar. A única razão pela qual algumas destas pessoas saíram da organização foi a sua orientação sexual. Temos observado que aqueles que não sentiram essa hostilidade dentro da organização estão geralmente mais propensos a criticarem tudo aquilo que desafie os ensinamentos da Torre de Vigia. Sem dúvida, este site desafia os ensinamentos anti-homossexuais da Torre de Vigia, desmascarando o mau uso das escrituras bíblicas. O simples facto de desafiarmos algum ensinamento da Torre de Vigia, mesmo valendo-nos de provas documentais, pode ser visto como uma forma de “ataque”. A ULC, por outro lado, acredita que não existe nenhuma hostilidade envolvida nesta forma saudável de apresentarmos os factos. Não é a nossa missão desafiar os ensinamentos da Torre de Vigia unicamente para a destruir. Acima de tudo, sentimos que, especialmente à luz da sua atitude condenatória, é nossa obrigação apresentar uma alternativa positiva.

ULCNão estamos aqui para enfurecer as TJ com a nossa presença, nem é nossa intenção ridicularizá-las.

Alguns indivíduos que saíram da organização algo recentemente têm muitas vezes a sensação de estarem ainda presos aos dogmas da Torre de Vigia. Muitas destas pessoas, apesar de já não fazerem parte das TJ, ainda se referem à religião da Torre de Vigia como “A Verdade”. Esta simples expressão demonstra a dificuldade que muitas pessoas têm em abandonar os preceitos que lhes foram ensinados, em muitos casos desde a infância. Algumas destas pessoas dão por si a defender inconscientemente (ou mesmo conscientemente) a doutrina da Torre de Vigia, por terem sido ensinadas durante muito tempo a fazê-lo. Podem até ver como “opositores” qualquer indivíduo ou grupo de pessoas que estejam contra os ensinamentos da Torre de Vigia, simplesmente porque a Sociedade os ensinou a pensar assim. Não é surpreendente, portanto, que alguns dos membros mais novos da ULC tenham essa mentalidade. A ULC, como uma rede de apoio, não exige que ninguém pare imediatamente de acreditar em todas as doutrinas da Torre de Vigia. Nós apoiamos a caminhada de busca espiritual de todos os nossos membros, e não requeremos que ninguém adopte uma determinada crença específica.

Alguns dos nossos membros ainda mantêm relações próximas com familiares que ainda são TJ activas. Embora estes membros da ULC já não estejam activos na organização, eles hesitam em assumir uma posição contra a Torre de Vigia, contrariando as suas crenças e opiniões pessoais, em nome da sua relação com a sua família. Nós na ULC nunca exigiríamos que estas pessoas colocassem em risco a sua relação com os seus familiares só para se tornarem adversários da Torre de Vigia. Nós não somos uma rede de fundamentalistas. Pelo mesmo motivo, a ULC conta com vários membros que ainda são TJ activas. Nós temos consciência de que existem razões válidas para que alguns indivíduos prefiram permanecer na organização. Embora alguns membros bem-intencionados da ULC possam encorajar essas pessoas a sair (e isto pode ser sentido como um “ataque”), a postura da ULC é proteger o anonimato destes membros e dissipar qualquer medo que eles tenham de serem desassociados.

“Porque é que não seguem em frente com a vossa vida?”

Esta é uma questão que nos é colocada vezes sem conta. É comum recebermos correspondência de pessoas que sentem que qualquer actividade que vá contra os ensinamentos da Torre de Vigia é inútil e só demonstra que ainda não nos reconciliámos com o nosso passado e preferimos manter essa hostilidade. Alguns membros da ULC deixaram de ser TJ há 25-30 anos ou mais. Depois de tanto tempo volvido sobre o seu último contacto activo com as TJ, porque é que eles continuam a pertencer activamente à ULC? Porque é que não deixam o passado ficar lá atrás onde pertence? Estarão assim tão amargos quanto à sua experiência como TJ ao ponto de sentirem a necessidade de construir uma carreira de “ataque” à organização? Numa palavra, Não. Salvo raras excepções, a maioria dos membros da ULC que saíram ou foram expulsos da organização vários anos atrás estão agora mais interessados em se disponibilizarem para ajudar a outros. Com a criação da Internet, os contactos da ULC cresceram exponencialmente. Estes “veteranos”, que continuam a participar activamente na ULC como uma “obra de amor”, dedicam o seu tempo a partilhar as suas experiências pessoais e a guiar os indivíduos recém-saídos da organização. Deste modo, eles estão a ajudar os novos membros a evitar os tropeções pelos quais os mais velhos tiveram que passar. Sem dúvida, alguns membros da ULC acabam por sair quando deixam de sentir que precisam de apoio. Alguns regressam para ajudar a outros. Outros não. Trata-se única e exclusivamente de uma escolha individual. Os nossos membros têm a liberdade de entrar e sair quando lhes apetecer.

Em resumo

A ULC compreende que, apesar dos muitos esforços despendidos para demonstrar que a nossa rede se dedica unicamente ao apoio e não à condenação, haverá sempre algum dedo a apontar-nos com várias acusações motivadas pelo preconceito. Esperamos apenas que muitos dos que lêem esta página venham a obter um melhor entendimento daquilo que é o trabalho da ULC e dos motivos que a impulsionam. Não estamos aqui para enfurecer as TJ com a nossa presença, nem é nossa intenção ridicularizá-las. Nós tentamos concentrar a nossa atenção, de modo positivo e construtivo, nos nossos encontros locais, conferências e grupos de correspondência, com o objectivo final de ajudar as pessoas gays, lésbicas, bissexuais e transgéneras que já tenham sido membros das TJ a seguirem em frente com as suas vidas de uma maneira positiva e saudável.

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A rede Uma Ligação Comum na Comunicação Social newsEstamos muito contentes com o facto de os órgãos noticiosos terem noção da existência da Uma Ligação Comum e do trabalho que temos vindo a desenvolver para prestar apoio às actuais e às ex-Testemunhas de Jeová gays e lésbicas.

Nós “atacamos” as Testemunhas de Jeová? bashTal como seria de esperar, este site não é visto de modo favorável pela religião das Testemunhas de Jeová (TJ). Os seus membros são ensinados a pensar que a homossexualidade é “um pecado”, “uma abominação”, “algo detestável”, e muitas outras e diversas palavras associadas com o mal. Estes ensinamentos baseiam-se em determinados textos bíblicos que, no entender das TJ, condenam a homossexualidade.

Eventos de Orgulho GLBT prideNos anos 1998, 1999 e 2000, uma equipa da rede Uma Ligação Comum marchou na Parada do Orgulho GLBT em São Francisco, na Califórnia, para deleite de aproximadamente um milhão de espectadores que todos os anos assistem ao evento na Market Street. Também aparecemos na emissão televisiva do canal TV-20, de São Francisco, divulgando assim a ULC para centenas de milhar de telespectadores adicionais.

As nossas históriasadeusNestes largos anos decorridos desde a fundação da rede Uma Ligação Comum, aprendemos que cada um dos nossos membros tem uma história única para contar sobre as suas experiências como um membro das Testemunhas de Jeová. Temos publicado as histórias de alguns dos nossos membros, na expectativa de que você encontre a força e a esperança de que precisa, e acima de tudo, a consciência de que não está só.

A Torre de Vigia tenta silenciar-nos... Mas fracassa! censorshipa sexta-feira, dia 24 de Julho de 1998, o acesso ao site do nosso grupo foi bloqueado sem qualquer notificação prévia pela GeoCities, onde este site estava na altura hospedado.

A ULC a fazer-se sentir localmente presenceTodos os anos realizam-se Assembleias de Distrito das Testemunhas de Jeová no Cow Palace na Geneva Avenue, em Daly City (nos arredores de São Francisco). Nos últimos dois anos, nós temos feito sentir a nossa presença durante esses eventos estacionando os nossos veículos do outro lado da rua, em frente ao Cow Palace, com cartazes a fazerem publicidade ao nosso grupo de apoio, preenchidos com números de telefone e o endereço do nosso site na Internet.

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